Quando a Igreja se afasta da Palavra

Reverendo Milton Santana

No Sermão do Monte o Senhor Jesus faz um alerta aos Falsos Profetas que fazem uso do seu nome e distorcem a sua  Palavra em benefícios própria e para enganar. Trazendo desta forma erros e práticas gravíssimas no contexto Bíblico. Fato  que já ocorria na Igreja primitiva e os apóstolos combateram veementes estas práticas. Em Mateus cap. 7 vs. 22 e 23 o  Senhor Jesus apresenta o resultado de tais práticas. Em II João vs. 7 ao 11 o apóstolo faz a exortação aos cristãos a respeito.
Em nossos dias, temos fatos concretos da resultante de tais práticas: Igreja morna, sem vida e sem esperança nas promessas  bíblicas.
Sem dúvida, o judeu tem papel importante a desempenhar nos cumprimentos das profecias e vemos em nossos dias um  levante contra os mesmos em todo o mundo, inclusive pelos próprios cristãos que já perderam a visão das profecias. Vejamos  então como se procede a RAMIFICAÇÃO DA DOUTRINA ENGANOSA.
Em 1917, uma Inglaterra espiritualmente mais forte levou o mundo, com sua Declaração Balfour, à iniciativa de criar uma  pátria para o povo judeu. Hoje em dia, a mesma Inglaterra está falida espiritualmente e poucos crentes em Cristo ingleses  defendem publicamente a existência de uma pátria judaica. Ao estudar-se tal declínio espiritual, pode-se compreender a  maneira pela qual essa nova forma de anti-semitismo penetrou sorrateiramente na sociedade cristã da Inglaterra.
Numa pesquisa recente, 14.000 ingleses responderam a seguinte pergunta: Como tal catástrofe espiritual aconteceu desde o  fim da Segunda Guerra Mundial? – Centenas de páginas com respostas a essa indagação revelaram quatro causas básicas: 1ª  – Uma diminuição do número de pastores cuidadosos e crentes; 2ª – Uma carência de ensino bíblico bem fundamentado; 3ª-  Uma deficiência em desafiar as pessoas à santidade; e 4ª – Uma omissão em defender a fé.
A escassez de ensino bíblico bem fundamentado, a segunda causa mais importante, afeta diretamente o anti-semitismo. Na  busca de confirmar tal conclusão eu (Robert Congdon) visitei recentemente uma variedade de igrejas inglesas para ouvir o que  elas têm ensinado. Encontrei mensagens mornas, vazias, carentes de embasamento, conteúdo ou compreensão espirituais.    Também não havia nenhum senso de missão ou propósito, nem qualquer explicação do Evangelho. Como isso pôde  acontecer?
No momento que sucedeu a Primeira Guerra Mundial, a maioria dos europeus estava otimista quanto ao futuro, pois cria que,  a partir de uma “Guerra para dar fim a todas as Guerras “, um mundo utópico surgiria. Os cristãos contemplavam a chegada  de um reino espiritual a terra, por intermédio do progresso social. A segunda Guerra Mundial não somente destruiu este  sonho, como também prenunciou um cinismo espiritual que acabou chegando aos púlpitos. Muitos pastores começaram a  promover a perspectiva amilenista da história, que se encaixava com o estado de espírito pessimista da Europa pós-guerra e  com o vertiginoso declínio dos interesses espirituais do povo. Em termos teológicos, o Amilenismo não prevê nenhum reino  futuro de Jesus Cristo nesta terra, pelo contrário, propõe que o clímax final da história acontecerá quando Cristo congregar  todos os crentes no céu e der a sentença final para todos os descrentes.
Tal crença rejeita o futuro predito por Deus para a nação de Israel e para o povo judeu. Também não reconhece o ensino  bíblico do arrebatam entoa e da volta de
Cristo a esta terra para estabelecer um reino literal de mil anos, durante os quais governará a partir do trono de Davi em  Israel (I Cr. 17:11-14; Ap. 20:4 ). A perspectiva pré-milenista da história (a qual cremos – NR ) requer obrigatoriamente uma  existência literal tanto da nação de Israel quanto do povo judeu.

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